Li esta palavra num glossário de Aikidô, o que foi bastante curioso, traduzida como "sabor belo". É a palavra que os japoneses usam após saborear algo realmente bom, o nome certo para um blog culinário! Encontrei as seguintes traduções: sabor, belo, delicioso e bom gosto. Escolha a sua...
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Gordura de obesos tem níveis elevados de poluentes
in Jornal Público, 26 de Julho, 2010
Por Andrea Cunha Freitas
"Uma equipa de investigação liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) detectou níveis preocupantes de poluentes, entre os quais pesticidas como o DDT, no tecido gordo de 20 pessoas com obesidade mórbida submetidas a cirurgia bariátrica (colocação de banda no estômago). Os resultados preliminares do projecto, que reunirá mais de cem amostras, apontam para valores entre os 9 e os 34 nanogramas por cada grama de gordura.
O objectivo da pesquisa é perceber até que ponto estamos expostos a estes poluentes orgânicos que persistem no ambiente e que, de acordo com outros estudos, interferem com o normal funcionamento do sistema endócrino. Sabe-se, por exemplo, que a exposição prolongada a estes poluentes - ainda que em níveis muito baixos, na ordem de um nanograma - tem sido relacionada com um maior risco de cancro da mama.
A análise a 20 amostras revelou altas concentrações de poluentes como dioxinas, dieldrina, DDT e DDE (alguns deles foram proibidos há décadas, mas acumulam-se no nosso organismo, incapaz de os eliminar). A coordenadora do trabalho, Conceição Calhau, nota que os valores se situam entre 9 e 34 nanogramas por cada grama de gordura e são similares aos encontrados em Espanha. Ainda assim, sublinha, são "valores preocupantes".
"São poluentes que se encontram na carne e derivados do leite, por exemplo", explica. Apesar de reconhecer que o projecto não tem um grupo de controlo que permita medir os níveis dessas substâncias na população com peso normal, Conceição Calhau defende que é mais provável que a relação exista com os obesos: os poluentes alojam-se nas células com gordura. "Trata-se de testar um raciocínio teórico: estamos cada vez mais expostos a poluentes e cada vez mais gordos." Resta saber se, a confirmar-se a hipótese, são os poluentes alojados no corpo que levam a um agravamento da obesidade ou se é a gordura que provoca maior retenção dessas substâncias.
A equipa pretende ainda avaliar os efeitos da exposição prolongada aos poluentes desde a fase in utero, devendo, para isso, iniciar até final do ano uma nova fase do projecto com recurso a ratos de laboratório. Pretende-se ainda analisar amostras de sangue de cordão umbilical, bem como pesquisar a presença e concentração destas substâncias no sangue."
Fonte:
http://jornal.publico.pt/noticia/26-07-2010/gordura-de-obesos-tem-niveis-elevados-de-poluentes-19901943.htm
Por Andrea Cunha Freitas
"Uma equipa de investigação liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) detectou níveis preocupantes de poluentes, entre os quais pesticidas como o DDT, no tecido gordo de 20 pessoas com obesidade mórbida submetidas a cirurgia bariátrica (colocação de banda no estômago). Os resultados preliminares do projecto, que reunirá mais de cem amostras, apontam para valores entre os 9 e os 34 nanogramas por cada grama de gordura.
O objectivo da pesquisa é perceber até que ponto estamos expostos a estes poluentes orgânicos que persistem no ambiente e que, de acordo com outros estudos, interferem com o normal funcionamento do sistema endócrino. Sabe-se, por exemplo, que a exposição prolongada a estes poluentes - ainda que em níveis muito baixos, na ordem de um nanograma - tem sido relacionada com um maior risco de cancro da mama.
A análise a 20 amostras revelou altas concentrações de poluentes como dioxinas, dieldrina, DDT e DDE (alguns deles foram proibidos há décadas, mas acumulam-se no nosso organismo, incapaz de os eliminar). A coordenadora do trabalho, Conceição Calhau, nota que os valores se situam entre 9 e 34 nanogramas por cada grama de gordura e são similares aos encontrados em Espanha. Ainda assim, sublinha, são "valores preocupantes".
"São poluentes que se encontram na carne e derivados do leite, por exemplo", explica. Apesar de reconhecer que o projecto não tem um grupo de controlo que permita medir os níveis dessas substâncias na população com peso normal, Conceição Calhau defende que é mais provável que a relação exista com os obesos: os poluentes alojam-se nas células com gordura. "Trata-se de testar um raciocínio teórico: estamos cada vez mais expostos a poluentes e cada vez mais gordos." Resta saber se, a confirmar-se a hipótese, são os poluentes alojados no corpo que levam a um agravamento da obesidade ou se é a gordura que provoca maior retenção dessas substâncias.
A equipa pretende ainda avaliar os efeitos da exposição prolongada aos poluentes desde a fase in utero, devendo, para isso, iniciar até final do ano uma nova fase do projecto com recurso a ratos de laboratório. Pretende-se ainda analisar amostras de sangue de cordão umbilical, bem como pesquisar a presença e concentração destas substâncias no sangue."
Fonte:
http://jornal.publico.pt/noticia/26-07-2010/gordura-de-obesos-tem-niveis-elevados-de-poluentes-19901943.htm
Medical Establishment Acknowledges Role of Chemicals and Pesticides in Cancer Epidemic
May 11th, 2010 - by: David Servan-Schreiber, M.D., Ph.D.
"Every year a committee delivers a report to the US President on how the billions of dollars earmarked for fighting cancer are being used. On May 6 that committee handed in its work for 2010, alerting the President to the gaps in research regarding the environmental causes of cancer. This year, for the first time, this high-brow panel of oncologists courageously pointed the finger at chemicals and other environmental factors that are likely to cause cancer.
In their introduction, the signatories of the report that was handed to President Obama note that the incidence of cancer in children has been rising regularly, a fact that can’t be explained by the usual excuses for rising cancer rates in the population over the past thirty years (aging of the population, increasing use of cancer screening). By definition, as I wrote in Anticancer, neither the increasing age of our population, nor the improvement of screening, have any role in rising rates of cancer in children. Indeed, as the panel now acknowledges, the only plausible explanations have to do with changes in our environment and life-style.
The panel criticizes the current "reactionary" approach, which consists in waiting for proof of the toxicity of a contaminant before measures are taken to reduce people's exposure.
The authors underline the need for a new approach based on the precautionary principle. They criticize the ineffectiveness of the agencies set up to do scientific evaluations -- which are excessively influenced by industry and related lobbies. They point out that it is no longer acceptable that a product or chemical be considered “safe” simply because the company producing it affirms that it has conducted internal research establishing safety.
The panel presents to the President a number of arguments that have long been made by activists that have been concerned about a laissez-faire approach to regulating chemicals in terms of their possible effects on health.
Firstly, even when a pollutant is present in our environment at levels beneath the regulatory maximum, it may nonetheless become toxic because of interaction with other pollutants. The committee asks for more research on this often-neglected "cocktail effect".
Secondly, the authors call -- "urgently" -- for more research regarding the effect of cell phones and their increased dissemination among teenagers and young children in particular.
Below are the specific recommendations that the report states most need to be conveyed to the public in the short term:
* Avoid endocrine disruptors, especially for children and pregnant women. (This includes a number of pesticides, but also children toys made with plasticizers such as phtalhates)
* If you work in a polluted environment, don't go home in your work clothes and work shoes.
* Filter your drinking water (particularly in areas where it may contain industrial chemicals or high levels of pesticides)
* Don't keep your food or water in containers containing Bisphenol A or phtalates (hard plastic containers)
* Prefer organic food. Avoid overcooked meat.
* Have the level of radon in your home evaluated.
I addressed all these themes in my book, Anticancer, and I continue to do so regularly on this site and in my public lectures. I'm deeply satisfied to see that these concerns are starting to be recognized by the oncologists who contribute to setting policy at the highest levels in the United States. It is important that they begin to recognize that these are not issues relevant only to a few agitated activists. These concerns are motivated by solid scientific studies and they should be at the core of any future policy to contain the current cancer epidemic.
The 2010 President’s Cancer Panel report is available from the US National Cancer Institute’s Web site at:
http://deainfo.nci.nih.gov/advisory/pcp/pcp.htm"
In their introduction, the signatories of the report that was handed to President Obama note that the incidence of cancer in children has been rising regularly, a fact that can’t be explained by the usual excuses for rising cancer rates in the population over the past thirty years (aging of the population, increasing use of cancer screening). By definition, as I wrote in Anticancer, neither the increasing age of our population, nor the improvement of screening, have any role in rising rates of cancer in children. Indeed, as the panel now acknowledges, the only plausible explanations have to do with changes in our environment and life-style.
The panel criticizes the current "reactionary" approach, which consists in waiting for proof of the toxicity of a contaminant before measures are taken to reduce people's exposure.
The authors underline the need for a new approach based on the precautionary principle. They criticize the ineffectiveness of the agencies set up to do scientific evaluations -- which are excessively influenced by industry and related lobbies. They point out that it is no longer acceptable that a product or chemical be considered “safe” simply because the company producing it affirms that it has conducted internal research establishing safety.
The panel presents to the President a number of arguments that have long been made by activists that have been concerned about a laissez-faire approach to regulating chemicals in terms of their possible effects on health.
Firstly, even when a pollutant is present in our environment at levels beneath the regulatory maximum, it may nonetheless become toxic because of interaction with other pollutants. The committee asks for more research on this often-neglected "cocktail effect".
Secondly, the authors call -- "urgently" -- for more research regarding the effect of cell phones and their increased dissemination among teenagers and young children in particular.
Below are the specific recommendations that the report states most need to be conveyed to the public in the short term:
* Avoid endocrine disruptors, especially for children and pregnant women. (This includes a number of pesticides, but also children toys made with plasticizers such as phtalhates)
* If you work in a polluted environment, don't go home in your work clothes and work shoes.
* Filter your drinking water (particularly in areas where it may contain industrial chemicals or high levels of pesticides)
* Don't keep your food or water in containers containing Bisphenol A or phtalates (hard plastic containers)
* Prefer organic food. Avoid overcooked meat.
* Have the level of radon in your home evaluated.
I addressed all these themes in my book, Anticancer, and I continue to do so regularly on this site and in my public lectures. I'm deeply satisfied to see that these concerns are starting to be recognized by the oncologists who contribute to setting policy at the highest levels in the United States. It is important that they begin to recognize that these are not issues relevant only to a few agitated activists. These concerns are motivated by solid scientific studies and they should be at the core of any future policy to contain the current cancer epidemic.
The 2010 President’s Cancer Panel report is available from the US National Cancer Institute’s Web site at:
http://deainfo.nci.nih.gov/advisory/pcp/pcp.htm"
Fonte:
Servan-Schreiber: « Mon combat contre la maladie»
"L'invité du dimanche. David Servan-Schreiber publie une nouvelle édition d' «Anticancer».
David Servan-Schreiber est psychiatre. Il a écrit plusieurs best-sellers, dont « Guérir », et « Anti-cancer » (Robert Laffont).
LA DÉPÊCHE DU DIMANCHE : Pourquoi avoir révélé que vous avez été atteint d'un cancer ?
David SERVAN-SCHREIBER : Pendant longtemps, je n'en ai pas parlé. Je gardais ma maladie confidentielle. J'ai fini par être convaincu par mes proches qui me disaient que mon expérience, d'autres approches de santé, pouvaient bénéficier à des malades. Et je ne regrette pas de l'avoir fait. J'ai rendu des services.
DDD : Vous avez fait une rechute. Guérit-on d'un cancer, ou bien faut-il continuer à vivre avec cette épée de Damoclès ?
D. S.-S. : Cela dépend des cas. Il y a des petits cancers dépistés tôt et opérés et pour lesquels on obtient parfois des guérisons. Et d'autres cancers qui ne se guérissent pas, ce qui est mon cas avec une tumeur au cerveau. Il faut vivre avec, en renforçant tout ce qui nourrit la vie dans son corps. Il faut tenir la maladie à distance.
DDD : Le nombre de cancers explose dans les pays occidentaux depuis les années 1940. Vous y voyez plusieurs explications. Lesquelles ?
D. S.-S. : Cela vient en partie du vieillissement de la population. De la systématisation du dépistage. Chez les enfants, le cancer progresse de 1 à 1,5 % par an. Il y a aussi des facteurs sociétaux. Comme le bouleversement de notre alimentation, la sédentarité. Avant guerre, les pesticides n'existaient pas ; la généralisation des contaminants chimiques contribue à la progression du cancer. La réduction massive du réseau social, qui est notre principale protection contre les effets négatifs des grandes crises de la vie sur notre corps, influe également beaucoup. Le manque d'exposition au soleil également. Tout cela est arrivé en même temps.
DDD : Vous avez été soigné par les méthodes conventionnelles. En proposez-vous une nouvelle dans notre livre ?
D. S.-S. : Non. L'opération et la chimiothérapie sont nécessaires. Mais il y a la tumeur, et le terrain. La médecine moderne doit s'occuper des deux.
DDD : Précisément. Vous donnez des conseils très précis pour rester en bonne santé : marcher, bien se nourrir. Les aliments de base ?
D. S.-S. : Très simplement, dans nos assiettes, il faut changer les proportions. Plutôt qu'un gros steak, un petit morceau de viande ou de poisson : 20 % de produits animaux, et 80 % de légumes. Les meilleurs légumes sont les choux, l'oignon, l'ail.. J'ajouterai les herbes, le thym, le romarin, le basilic. Je préconise de boire trois tasses de thé vert par jour, en dehors des repas, et d'introduire le curcuma dans son assiette. Le curcuma est l'inflammatoire naturel le plus efficace : un quart de cuillère à café trois par semaine suffit.
DDD : Vous êtes psychiatre. Le moral, dans le combat contre la maladie, cela compte énormément, non ?
D. S.-S. : Bien sûr. Ce sujet est d'ailleurs un chapitre que j'ai entièrement repris dans mon livre pour être très clair. Le stress ne cause pas le cancer, mais on voit que certaines réponses au stress, le désespoir prolongé, interfèrent avec la capacité du corps à se défense, à mieux lutter. Une femme atteinte d'un cancer et qui va être soutenue par un réseau de copines va multiplier ses chances de guérison.
DDD : Pensez-vous que les chercheurs trouveront l'arme absolue contre le cancer ?
D. S.-S. : Non. Il n'y aura pas de traitement miracle. Le cancer, c'est un peu comme le dérèglement climatique : la conclusion ultime d'une mauvaise gestion des ressources. Il va falloir vivre avec, mobiliser les ressources de son corps, l'aider à se détoxifier.
Interview Sabine Bernède
Fonte e imagem:
http://www.ladepeche.fr/article/2010/03/21/801740-Servan-Schreiber-Mon-combat-contre-la-maladie.html
LA DÉPÊCHE DU DIMANCHE : Pourquoi avoir révélé que vous avez été atteint d'un cancer ?
David SERVAN-SCHREIBER : Pendant longtemps, je n'en ai pas parlé. Je gardais ma maladie confidentielle. J'ai fini par être convaincu par mes proches qui me disaient que mon expérience, d'autres approches de santé, pouvaient bénéficier à des malades. Et je ne regrette pas de l'avoir fait. J'ai rendu des services.
DDD : Vous avez fait une rechute. Guérit-on d'un cancer, ou bien faut-il continuer à vivre avec cette épée de Damoclès ?
D. S.-S. : Cela dépend des cas. Il y a des petits cancers dépistés tôt et opérés et pour lesquels on obtient parfois des guérisons. Et d'autres cancers qui ne se guérissent pas, ce qui est mon cas avec une tumeur au cerveau. Il faut vivre avec, en renforçant tout ce qui nourrit la vie dans son corps. Il faut tenir la maladie à distance.
DDD : Le nombre de cancers explose dans les pays occidentaux depuis les années 1940. Vous y voyez plusieurs explications. Lesquelles ?
D. S.-S. : Cela vient en partie du vieillissement de la population. De la systématisation du dépistage. Chez les enfants, le cancer progresse de 1 à 1,5 % par an. Il y a aussi des facteurs sociétaux. Comme le bouleversement de notre alimentation, la sédentarité. Avant guerre, les pesticides n'existaient pas ; la généralisation des contaminants chimiques contribue à la progression du cancer. La réduction massive du réseau social, qui est notre principale protection contre les effets négatifs des grandes crises de la vie sur notre corps, influe également beaucoup. Le manque d'exposition au soleil également. Tout cela est arrivé en même temps.
DDD : Vous avez été soigné par les méthodes conventionnelles. En proposez-vous une nouvelle dans notre livre ?
D. S.-S. : Non. L'opération et la chimiothérapie sont nécessaires. Mais il y a la tumeur, et le terrain. La médecine moderne doit s'occuper des deux.
DDD : Précisément. Vous donnez des conseils très précis pour rester en bonne santé : marcher, bien se nourrir. Les aliments de base ?
D. S.-S. : Très simplement, dans nos assiettes, il faut changer les proportions. Plutôt qu'un gros steak, un petit morceau de viande ou de poisson : 20 % de produits animaux, et 80 % de légumes. Les meilleurs légumes sont les choux, l'oignon, l'ail.. J'ajouterai les herbes, le thym, le romarin, le basilic. Je préconise de boire trois tasses de thé vert par jour, en dehors des repas, et d'introduire le curcuma dans son assiette. Le curcuma est l'inflammatoire naturel le plus efficace : un quart de cuillère à café trois par semaine suffit.
DDD : Vous êtes psychiatre. Le moral, dans le combat contre la maladie, cela compte énormément, non ?
D. S.-S. : Bien sûr. Ce sujet est d'ailleurs un chapitre que j'ai entièrement repris dans mon livre pour être très clair. Le stress ne cause pas le cancer, mais on voit que certaines réponses au stress, le désespoir prolongé, interfèrent avec la capacité du corps à se défense, à mieux lutter. Une femme atteinte d'un cancer et qui va être soutenue par un réseau de copines va multiplier ses chances de guérison.
DDD : Pensez-vous que les chercheurs trouveront l'arme absolue contre le cancer ?
D. S.-S. : Non. Il n'y aura pas de traitement miracle. Le cancer, c'est un peu comme le dérèglement climatique : la conclusion ultime d'une mauvaise gestion des ressources. Il va falloir vivre avec, mobiliser les ressources de son corps, l'aider à se détoxifier.
Interview Sabine Bernède
Ses dimanches
Je cuisine avec ma femme. Je vais faire du sport, ou me balader avec elle et les enfants. Et puis j'aime lire dans le canapé du salon, celui appartient normalement au chat.Son actualité
David Servan-Schreiber est médecin-psychiatre. Il a enseigné à la faculté de médecine de Pittsburg, aux Etats-Unis. C'est là qu'il a découvert qu'il avait un cancer, ce qu'il n'a révélé que récemment. Ses livres, «Guérir», puis «Anticancer», sont devenus des best-sellers mondiaux. David Servan-Schreiber vient de publier une nouvelle édition de son dernier ouvrage. Il vit à Paris, et continue d'enseigner aux Etats-Unis. Il est professeur adjoint au MD Anderson Cancer Center de Houston au Texas."Fonte e imagem:
http://www.ladepeche.fr/article/2010/03/21/801740-Servan-Schreiber-Mon-combat-contre-la-maladie.html
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