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Roda dos Alimentos Mediterrânica: versão interativa

"Roda dos Alimentos Mediterrânica: A nova Roda dos Alimentos Mediterrânica é agora apresentada numa versão interativa. Ao longo desta ferramenta é possível explorar os vários grupos de alimentos característicos do padrão alimentar mediterrânico, juntamente com os princípios associados ao estilo de vida mediterrânico.

Edição/autoria: PNPAS/DGS (Pedro Graça, Sofia Mendes de Sousa, Maria João Gregório)

Este material pedagógico teve por base a “Roda da Alimentação Mediterrânica” uma produção da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto com o apoio da Direção-Geral Consumidor.

Se tem dificuldades em ver este interativo no Internet Explorer, recomendamos o uso dos browsers Google Chrome ou do Opera, em PC, ou do Safari, em Mac."




Fonte, imagem e vídeo: http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/roda-dos-alimentos-mediterranica/

A de Alecrim

in Jornal Público,  
Por Pedro Carvalho, nutricionista

 "O alecrim é, provavelmente, a primeira erva aromática de que ouvimos falar na nossa vida. Ainda antes de estarmos despertos para todas as virtudes e benefícios dos alimentos que nos rodeiam, já o “alecrim aos molhos” é um clássico do nosso ensino primário!
De facto, a “flor do monte” faz uma descida etimológica ao extremo oposto ao ser baptizada pelos Romanos de “orvalho do mar”, fruto do seu aroma característico. E o alecrim faz essa junção fantástica entre os aromas da terra e do mar, parecendo que quando o utilizamos estamos a levar simultaneamente uma floresta e uma praia para dentro de casa!
Este fascínio aromático do alecrim faz com que muitas vezes seja plantado junto a apiários de modo a fazer a delícia das abelhas e aprimorar o sabor do mel. Poderíamos passar o artigo inteiro a falar sobre este fantástico e inconfundível contributo sensorial que o alecrim dá aos alimentos que o rodeiam, mas as suas vantagens não se esgotam na sua fragrância.
Neste contexto, o alecrim depois de seco é a erva aromática com maior capacidade antioxidante no seu estado puro, sendo apenas superado pelo cravinho e orégãos, mas em pó. Os compostos que conferem ao alecrim todo este potencial (ácido rosmarínico, cafeico e carnósico) são os responsáveis pelo seu efeito protector em alguns tipos de cancro – com destaque para o colorectal - ao diminuir a expressão de genes pró-inflamatórios implicados no desenvolvimento tumoral.
Também na modificação positiva das “gorduras do sangue” o alecrim tem uma palavra a dizer, tanto na diminuição do colesterol total e triglicerídeos, como na inibição de fenómenos de peroxidação lipídica, evitando assim complicações como a aterosclerose.
O alecrim será assim melhor se estiver mais próximo do mar do que da terra. Embora seja igualmente um excelente tempero para carnes fortes, é na companhia do peixe que alia plenamente o seu aroma ao seu potencial terapêutico.
 
*Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
pedrocarvalho@fcna.up.pt"