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COMO LIDAR COM UM “BUFETE TUDO INCLUÍDO” E ME/SMO ASSIM TER UMAS EXCELENTES FÉRIAS

"Com a chegada das férias são muitas as famílias que procuram hotéis e alojamentos com o regime tudo incluído. Por norma, nestes locais, os bufetes são abundantes com grande diversidade de alimentos e a oferta é praticamente irresistível. São muitas as tentações que acabam facilmente em exagero. Um pesadelo para quem tem tendência em aumentar de peso. Mas também pode ser um prazer para quem tiver alguns cuidados básicos.


FICAM AQUI ALGUMAS SUGESTÕES E ESTRATÉGIAS QUE PODE UTILIZAR PARA MANTER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SOBREVIVER AOS BUFETES DURANTE AS FÉRIAS:

– Escolha uma mesa com boa vista ou em local agradável. Afaste-se das mesas onde está a comida e a confusão. Quanto mais afastado melhor. Menos stress alimentar e mais prazer na refeição.

– Opte pela água como bebida de eleição a acompanhar a refeição. A água não só promove a saciedade, como hidrata em tempos de calor e limpa as papilas gustativas permitindo saborear (sem calorias adicionais) ao máximo todos os novos sabores que tem pela frente.

– Inicie sempre a refeição com uma sopa de legumes ou com uma boa salada antes de passar para a escolha do prato principal. Por vezes, estes bufetes têm excelentes saladas.

– Dê uma volta completa ao bufete antes de começar a selecionar os alimentos para o seu prato. Não leve o prato na mão, nesta primeira ronda. Assim, terá noção de toda a oferta disponível e poderá fazer uma escolha mais consciente sem grandes impulsos.

– Opte por um prato pequeno ou mesmo de sobremesa para a refeição principal. Ter à frente um prato cheio (mesmo que pequeno) contribui para a sua saciedade e acabará por consumir menor quantidade. Repita se necessário.

– Repita as rotinas de casa, mas com novos sabores e aromas. Na seleção dos alimentos lembre-se que os legumes e saladas devem fazer parte da constituição do seu prato. E lembre-se, que tal como em casa apenas costuma fazer uma única refeição com uma fonte de proteína (carne, peixe, ovos) e hidratos de carbono (arroz, massa, batata). Não se deixe levar pelo exagero.

– Lembre-se que cada dia poderá experimentar um novo prato e sobremesa. Não tem de provar e misturar tudo no mesmo dia. Ao misturar tudo numa só refeição ou prato, perde a noção dos sabores e torna a refeição mais banal sem um momento de distinção.

– No final da refeição, lembre-se da fruta. É uma ótima sobremesa e rica em água necessária para a manutenção da hidratação durante os dias quentes de verão. Só depois prove as sobremesas doces se ainda tiver apetite. Lembre-se da dica anterior. Uma sobremesa nova por dia. Evite misturas.

– Monitorize o que as suas crianças colocam no prato. Repita a mesma estratégia que utilizou para si. Sopa ou saladas, refeição principal e fruta. Só depois sobremesa e água a acompanhar. E acompanhe-as nas primeiras escolhas, explicando sabores e pratos novos. Evite que as crianças façam escolhas sozinhas. Incentive a prova de novos sabores, explique os novos alimentos disponíveis. Divirta-se com elas. Mas não as deixe totalmente sozinhas, em particular nas primeiras escolhas.

– Por fim, aproveite estes dias para se mexer mais. Bastante mais. E escolha atividades que lhe dêem prazer. Sozinho ou em grupo. Passear ou dançar diariamente podem ser boas opções

Lembre-se que provar novos alimentos e comentar novos sabores faz parte da experiência de umas férias memoráveis. Já trazer uns quilos a mais, não!"

Somos o que comemos, Grande Reportagem

Júlia Galhardo, pediatra: "Os médicos só têm formação em
nutrição se a procurarem"

"O açúcar é o maior veneno que damos às crianças"


Veja aqui a Grande Reportagem Interativa da SIC, com a participação da pediatra Júlia Galhardo, responsável pela consulta de obesidade no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, e que usa palavras fortes para se referir ao abuso do açúcar em idades precoces: "maus tratos"


Quando as crianças não têm excesso de peso  é mais difícil que as famílias percebam os perigos do açúcar em excesso?
Sim. Os pais não devem ficar descansados quando o seu filho, que come muitos doces, é magro. Muitos desses meninos, que são longilíneos, têm alterações dos lípidos no sangue, têm problemas de aterosclerose. Não são gordos, mas têm alterações metabólicas. Nem tudo o que é mau se vê. Nem tudo o que é mau dói. A hipertensão não dói, a diabetes não dói. Não doem, mas matam. E, mesmo quando existe excesso de peso, os pais não dão a devida importância. Acham que a criança vai esticar quando crescer, como se fosse plasticina, e que o problema vai desaparecer. Só começam a perceber que há, de facto, um problema quando as análises dão para o torto. Quando o colesterol ou os glícidos ou o ácido úrico vêm aumentados, quando as análises revelam inflamação...

E as crianças que segue na consulta de obesidade têm, frequentemente, problemas nas análises?
Mais de 90 por cento das vezes. O que eu até agradeço, inicialmente. Porque é a única forma que tenho de mostrar aos pais que alguma coisa não está bem. Eu ajudei a começar esta consulta em 2006. Estamos em 2015 e vejo crianças mais obesas, com maiores problemas nas análises e em idades mais precoces. Ontem vi uma criança que tinha 10 meses e pesava 21 quilos. Tenho adolescentes com diabetes tipo 2, com hipertensão, com colesterol elevado. Patologias que, quando eu andava na faculdade, eram ditas de adulto, na pediatria não se falava! Surgiam aos 40 anos, agravavam aos 60 e tinham consequências mesmo palpáveis aos 80. Esses problemas são cada vez mais precoces e cada vez têm consequências mais graves. Quanto mais precocemente surgem, mais graves se tornam.

Como é que se explicam mudanças tão significativas no espaço de uma geração?   
Traduz toda uma modificação ambiental, porque a genética não muda numa geração. Se tiver dois gémeos, iguaizinhos, monozigóticos - em que o genoma é precisamente o mesmo - e  os sujeitar a ambientes diferentes, eles vão desenvolver problemas diferentes. Fazer menos e comer mais, foi isto que mudou no ambiente que nos rodeia. E comer mais erradamente. Come-se mais do pacote da prateleira. Produtos em que, além daquilo que parece que lá está, estão inúmeras coisas que os pais não identificam.

Por exemplo?
Os açúcares. Os pais só identificam a palavra "açúcar". Se eu lhe chamar glícidos, dextrose, maltose, frutose, xarope de milho... Tudo isso é de evitar, mas os pais não identificam isso como açúcar. E a quantidade de açúcar que as crianças ingerem, diariamente, é assustadora. Tudo o que é processado e vem num pacote tem açúcar. Basta olhar para o rótulo. Se eu não conseguir ensinar mais nada na minha consulta, consigo ensinar, pelo menos, que é importante olhar para o rótulo. E que o ideal é escolher produtos sem rótulo, sem lista de ingredientes: aqueles que vieram da terra ou do mar ou do rio.  É a melhor forma de evitar o açúcar. 

Costuma envolver os avós, a família alargada, nas consultas?
Os avós têm um papel fundamental! Os avós são do tempo em que não havia esta parafernália do pacote. O doce era o mimo do dia de festa. Mas transformam este mimo num bolo ou num chocolate todos os dias. Porque... "coitadinho do menino". Eu peço aos avós, por favor, que transformem estas coisas em mimos de abraços, de afetos. Que vão com eles ao parque brincar, ver o pôr do sol, fazer castelos de areia. Que os ensinem a cozinhar coisas saudáveis. A fazer pão, salada de frutas. Eu aprendi a fazer pão com a minha avó e ainda hoje me lembro. Peço aos avós que nos ajudem a modificar esta carga. E que percebam que, hoje em dia, o maior inimigo dos seus netos é o açúcar. A comida não é castigo nem prémio. 

Começa a ser frequente ouvir especialistas dizer que, um dia, olharemos para o açúcar como olhamos hoje para o tabaco. Concorda?
Eu acho que ainda é pior. O açúcar, em termos neurológicos, e de neurotransmissores, e de prazer, e da precocidade com que é introduzido, tem consequências mais nefastas do que o tabaco. A frutose, a dextrose, todos os açúcares criam dependência. Entramos no domínio dos recetores cerebrais, no domínio do prazer, da compensação, do conforto. Se eu me habituar a consumir açúcar e a ter prazer pelo açúcar, há modificações epigenéticas - genes que são acionados e que fazem com que eu passe a ter mais tendência para o açúcar. Ou para o sal. E a mesma dose não surte o mesmo efeito a longo prazo. Portanto vou aumentando o açúcar.

Qual é o limite máximo, se é possível responder a isto, que uma criança deve consumir de açúcar por dia?
O mínimo possível. Não tenho número para lhe dar. E quanto mais tarde, melhor. É óbvio que precisamos de açúcar, nomeadamente de glicose, porque é esse o nosso combustível. É a nossa lenha celular. Mas não é disso que estamos a falar quando dizemos a palavra açúcar.

Os açúcares de que precisamos estão presentes nos alimentos.
Claro. Nos cereais, no leite e derivados, nas frutas.

Como é que explica, às crianças e aos pais, os efeitos do açúcar na saúde?
Aos mais pequeninos costumo dizer que o açúcar é um bocadinho venenoso. Aos pais explico que o açúcar adicionado causa os mesmos problemas metabólicos que o álcool. Lembro que o álcool vem, precisamente, do açúcar. Do açúcar dos tubérculos, do açúcar das frutas. E que a consequência é exatamente a mesma: o chamado "fígado gordo". A curto prazo traduz-se em alterações nas análises. Mais tarde traduz-se em tudo aquilo que contribui para o síndrome metabólico: diabetes tipo 2, hipertensão arterial, alteração do colesterol no sangue, aumento do ácido úrico. E, a longo prazo, tudo isto se traduz em alterações cardiovasculares. Enfarte precoce do miocárdio, acidente vascular cerebral... São doenças que os pais associam aos pais deles.

E não aos seus filhos.
E não aos seus filhos. Mas, se assim continuarem, vão presenciá-las nos filhos. Estarão vivos, ainda, para as presenciar nos filhos. Porque um adolescente que é diabético tipo 2, 20 anos depois vai ter problemas desta diabetes. E, se for uma menina, é exponencial, porque vai gerar um bebé neste ambiente intrauterino. Em que a própria carga genética -- que não é alterada, porque genes são genes -- vai ser ativada ou inibida de acordo com o ambiente que lhe estamos a dar in utero. É assustador.

Estudos recentes, como o EPACI Portugal 2012 ou o Geração 21, mostram que as crianças portuguesas começam a consumir doces muito cedo, a partir dos 12 meses. Aos 4 anos mais de metade bebe refrigerantes açucarados diariamente e 65% come doces todos os dias. É por falta de informação?
Alguns pais ficarão chocados, mas há uma expressão para o abuso do açúcar em idades tão precoces: maus tratos. Os meninos já não sabem o que é água. Os meninos, ao almoço e ao jantar, bebem refrigerantes. Não acredito que seja falta de informação. Toda a gente sabe que bolachas com chocolate, leite achocolatado, gomas, bolos, estas coisas, fazem mal. É a ambiência, é o corre-corre. É porque é mais fácil ir no carro a comer bolachas e sumo, a caminho da escola. Para alguém que já se deita muito tarde, porque tem tarefas sobreponíveis, pode ser difícil acordar meia hora mais cedo para preparar um bom pequeno-almoço. 

Como é um bom pequeno-almoço?
Deve ter três componentes: fruta, um componente do grupo dos cereais e leite ou derivados. Quando a criança tem mais de 3 anos, estamos a falar de produtos meio gordos. Os cereais podem ser, por exemplo, papas de aveia, pão fresco ou torradas. Pão da padaria, não é pão de forma. Porque o pão de forma tem, além de imensos aditivos, açúcar. O pequeno-almoço deve ser variado, ao longo da semana, e deve garantir 20 a 25% da quantidade diária de calorias. Nem um por cento das pessoas faz isto. E o stress é o centro de toda esta nossa conversa. É o centro de todas estas alterações que nós estamos a sofrer. Porque os pais não têm tempo, porque chegam a casa e estão estoirados. Não há tempo para ser criança, não há tempo para ser pai. Para estar à mesa meia hora a contar o dia de cada um. As nossas crianças não dormem o que deviam. A sociedade moderna está a adoecer os seus cidadãos.

Os médicos têm suficiente formação sobre nutrição?
Não. Só se a procurarem. Se não a procurarem, não têm. Falo-lhe do meu curso, que foi há uma década, e falo-lhe de agora. Apesar de haver alguma modificação, não é suficiente. A nutrição é vista como secundária. Não é fármaco, não é vista como tratamento. Mas é. Por exemplo, após uma cirurgia, se não houver uma nutrição adequada, o organismo não consegue organizar o colagénio e tudo o que favorece o processo de cicatrização, para sarar. Na oncologia, por exemplo, há muito cuidado em várias terapias, mas muito pouco cuidado na parte da nutrição. A alimentação está na base da saúde e da doença.

É favorável a taxas sobre os produtos mais açucarados, como acontece em países como França, Hungria ou Finlândia?
Para não criar tanta polémica: e se deixássemos de taxar aqueles que são frescos, por exemplo? Peixe. Fruta, nomeadamente a portuguesa. Os legumes, os hortícolas. O nosso leite dos açores. Com tudo isto, é possível fazer refeições saudáveis para os meninos. Mas, se vir o IVA dos seus talões de supermercado, poderá constatar que há coisas que não deveriam ser taxadas ao nível que são.

Por exemplo?
Alguns refrigerantes são taxados a seis por cento. Mas a eletricidade e o gás, por exemplo, estão à taxa mais alta. Consegue cozinhar sem eletricidade e sem gás? Não é um produto de luxo. Às vezes sentimo-nos a puxar carroças sozinhos. E nós contra a indústria não temos muita força. Eu gostaria de perceber porque é que é permitido oferecer brinquedos com alimentos que são considerados nefastos. Pior: brinquedos colecionáveis. O problema é que cada governo preocupa-se a quatro anos. E os ministérios trabalham cada um por si. 

O Ministério da Educação reduziu, em 2012, a carga horária de Educação Física no terceiro ciclo e no ensino secundário. E a nota de Educação Física deixou de contar para a média de acesso ao ensino superior.
Pior do que reduzir as aulas de educação física, é vê-las como supérfluas. Eu vou-lhe confessar: eu era péssima. Era um desastre. E também era obesa. Portanto, estou à vontade para falar disto. E digo isto aos meus doentes, porque acho que os estimula. Tenho saudades de crianças que esfolavam os joelhos em cima do que já estava esfolado. Não vejo isto hoje em dia. Não é que goste de ver meninos magoados. Mas significa que estão quietos. Quando muito, têm tendinites nos polegares, que vai ser a doença ortopédica do futuro. E miopia.
Estive três anos num hospital no Reino Unido, onde via adolescentes, sem patologias de base, com obesidade simples, deitados numa cama, que nem banho conseguiam tomar. Nós sabemos isto. Não há falta de informação, há inércia. Eu não queria que o meu país fosse para aí, não queria que a geração que vem a seguir a mim fosse para aí.

E está a ver o país ir para aí?
Estou. E não há prevenção, não há comportas. Estou a tentar montar um projeto para chegar aos pais e às crianças nos jardins de infância e nas escolas. Sinalizar para os centros de saúde, através da saúde escolar, crianças que estão a começar a ter peso a mais. A este hospital só deveria chegar a obesidade que tem uma causa endócrina, genética, ou que, não a tendo, já tem consequências. Mas há centros de saúde que nem nutricionistas têm. Isto, a longo prazo, paga-se com juros. Basta fazer contas. Basta ver a carga que são as consultas de obesidade, que eu já não sei o que hei de fazer a tanta consulta que me pedem. Uma consulta hospitalar de nível 3, como esta, tem um custo. Pais que faltam ao trabalho para vir com os meninos tem um custo. Fora as consequências que vêm por aí. A obesidade é a epidemia do século XXI. Mas como, ao contrário das infeções, o impacto não é imediato -- é a 10, 20, 30 anos -- ninguém olha para ela como tal. Só quando se transformar na epidemia de doença, e não na epidemia de caminho para a doença, é que vamos tentar travar. Mas já não vamos travar nada, porque já tivemos o acidente completo. E aí vamos gastar o dobro. E já nem estou a falar só de saúde e de vida. De anos de saúde e de vida que se poderiam poupar. Falo da questão monetária, porque parece que é aquilo que as pessoas entendem melhor atualmente.



How To Cook Like Michael Pollan

Credit: Karsten Moran/The New York Times
"The author reveals how to cut calories and carbon emissions—and you won’t even have to make a trip to the farmer’s market. 
BY RENE EBERSOLE
Published: 11/06/2014
Between one-fifth and one-third of all greenhouse gas emissions result from our food system. In a recent interview with Audubon MagazineMichael Pollan, author of The Omnivore's Dilemma and more recently Cooked, A Natural History of Transformation, spoke with Rene Ebersole about how the fork can be a powerful weapon against climate change. A widespread shift toward smarter consumer choices can reduce air, water, and soil pollution, which in turn can produce healthier food and a cleaner planet, the author says. While shopping at farmers' markets, growing vegetables, and carrying cloth grocery bags are great ways to help thwart climate change, he offers some other very simple, often-overlooked practices that can provide some similar benefits. 
1. Buy frozen. There's a notion that because it's expensive to buy groceries at the farmers' market, eating sustainably is unaffordable for people who don't have a Prius or a house covered with solar panels. Not true, Pollan says--just look in the freezer aisle:
"Processed foods are not necessarily so cheap. If you're willing to cook from raw ingredients you can often cook more cheaply. So I'm not always sure it's a financial question as much as a time question. I would also say that the cult of fresh gets a little bit overdone in that there's nothing wrong with frozen vegetables, and they're really cheap. Even if you can't afford farmer's market organic spinach, you can afford a box of frozen spinach, which is a great product. And it's washed, by the way, so it's really convenient and much faster to cook. I think that there's this tendency to assume that it's a choice between eating fast food crap and farmer's market food--and that's not the first choice. The first choice is between eating real food and processed food. Real food is cheaper than processed food. It doesn't have to be organic; it doesn't have to come from the farmer's market. You can eat well and improve your diet dramatically simply by making that change." 
2. Don't try to cook like you're on a cooking show. Making fresh, healthy meals at home and buying fewer processed items is the way to go, but many people have trouble making that leap Pollan says, offering some insight:
"Either they don't know how to cook because their parents didn't cook; or they're intimidated by cooking because they see experts do it on television and it looks really hard (I mean they make it look like brain surgery on cooking shows); or they just don't have time; or they don't think they have time because the kind of cooking they see on television takes a really long time. But every night home cooking is not making a gourmet meal, and it need not take more than a half hour. Look how much time you can spend microwaving frozen food. You could easily spend a half hour just doing that for a family of four because you can't do it all at once. We have to look at where we spend our time. What do we value? Some people value watching cooking shows more than they value cooking. Or they value being online more than cooking for their family. So that's why I wrote my book Cooked, to hopefully inspire people to get into the kitchen and show them that it's really a very interesting and pleasurable way to spend a little bit of your leisure time." 
3. Raid the refrigerator. Instead of trying to replicate those meals on cooking shows, with umpteen ingredients and hours of prep time, mix up quick and easy dishes from what's already stocked in the kitchen. Pollan's go-to meal:
"I always have frozen spinach in the fridge, and I always have canned wild salmon and pasta in the pantry. With those three ingredients and a little bit of olive oil and maybe some garlic, maybe some basil (if it's in the garden at the time), I can make a really great meal--one of my favorite meals, in like 20 minutes. I defrost the spinach, cook the pasta, saute the spinach over the pasta, open the can of salmon and I put that on top of the spinach, then I put a little basil on that and maybe pour a little extra olive oil on it. It's delicious. If you're in the habit of cooking, you'll have the right things in your pantry, and if you're just strategic about it, and it becomes a habit, it doesn't have to consume your life." 
4. Divide and conquer. Spread the work around. Pollan says: 
"One of the problems with cooking was it was assumed to be the woman's responsibility, and her exclusive responsibility. That makes it really hard, especially if the woman is also working. So I think we have to get men and children involved in the kitchen. You know, if you share the work, it's not that much work. There's also a social dimension. The problem with cooking was we isolated it; it was one person in the nuclear household doing it. But if you do it with your kids it's often very pleasurable time. Kids really love to cook." "

Let's Move: A Campanha da Primeira Dama Michelle Obama

America's Move to Raise a Healthier Generation of Kids
"Let’s Move! has an ambitious but important goal: to solve the epidemic of childhood obesity within a generation.
Let’s Move will give parents the support they need, provide healthier food in schools, help our kids to be more physically active, and make healthy, affordable food available in every part of our country.
Join First Lady Michelle Obama, community leaders, teachers, doctors, nurses, moms and dads in a nationwide campaign to tackle the challenge of childhood obesity. Learn more, read the action plan, and join us in solving the problem within a generation."

Fonte:
http://letsmove.gov/