Noções Básicas sobre Alimentação e Nutrição

"MESA BRASIL SESC: A REDE NACIONAL DE SOLIDARIEDADE CONTRA A FOME E O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS.
Desde 1946, o SESC desenvolve ações nas áreas da saúde, educação, cultura e lazer para melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens e serviços e contribui com o desenvolvimento do país.
Paralelamente, sempre participou do esforço coletivo de assegurar melhores condições de vida para todos abrindo novos caminhos para minimizar os impactos das necessidades básicas na população de baixa renda. Nesta perspectiva, a partir da década de 1990, iniciou ações orientadas para a redução da fome e da desnutrição, através do combate ao desperdício de alimentos. Esses programas regionais inspiraram o MESA BRASIL SESC.
O MESA BRASIL SESC é um Programa de Segurança Alimentar e Nutricional voltado para a inclusão social, constituindo-se numa rede Nacional de Solidariedade contra a fome e o desperdício. É um trabalho de compromisso social e tem na parceria, que envolve diversos segmentos da sociedade, a base de sustentação de todas suas ações. Demonstra, na prática, que a união de vários organismos sociais pode responder de maneira eficaz às dificuldades que afligem o país."

Livros de Receitas: SESC São Paulo



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Fonte:
http://www.sescsp.org.br/sesc/mesabrasilsp/receitas/index.cfm

Morreu David Servan-Schreiber, o “Sr. Anticancro”

25.07.2011, Por Ana Gerschenfeld

"David Servan-Scheiber, médico e neurocientista francês conhecido pelo seu livro sobre o "estilo de vida anticancro", morreu ontem à noite num hospital em Fécamp (noroeste da França). Tinha 50 anos e lutava há quase 20 contra um cancro muito agressivo no cérebro.

Há já várias semanas, tinha tornado pública a sua desesperada situação de saúde, com a publicação do seu último livro, On peut se dire au revoir plusieurs fois ("É possível dizer-se adeus várias vezes", na tradução em português) (ed. Robert Laffont).

Servan-Scheiber, que como lembra a AFP nasceu numa família de grandes empresários, estava já há três dias em coma, depois de ter sofrido durante os últimos meses de diversos sintomas neurológicos graves – paralisia, dificuldade em falar – devidos a metástases no cérebro.

Foi em 1992 que, por mero acaso, Servan-Scheiber se submeteu a uma ressonância magnética no âmbito de pesquisas em neurociências que estava a fazer no seu laboratório da Universidade de Pittsburgh (EUA) e descobriu que tinha um tumor cerebral maligno. Foi operado e tratado. Mas foi quando o cancro voltou em 2000, e quando Servan-Scheiber teve de voltar a ser operado e a submeter-se a quimioterapia e radioterapia – como contou ao PÚBLICO em entrevista em Maio de 2010 – , que percebeu que tinha de procurar o que ele próprio “podia fazer para reforçar a capacidade de o [seu] corpo combater a doença”.

O resultado dessas pesquisas foi o seu livro Anticancro – Uma nova maneira de viver, publicado em 2007 (e em 2008 em Portugal, pela Caderno). No livro, Servan-Schreiber detalha as principais alterações de estilo de vida (em termos de nutrição, mas não só) que, segundo tinha apurado a partir da análise de inúmeros estudos epidemiológicos e em animais publicados na literatura científica, podem ajudar o organismo humano a lutar contra o cancro. Apesar de ter sido alvo de críticas por parte de alguns oncologistas por preconizar métodos alternativos, Servan-Schreiber sempre afirmou que os métodos soft não deviam de maneira alguma substituir os da medicina convencional, que continuavam a ser os que já lhe tinham salvo a vida por duas vezes.

A terceira recaída aconteceu no ano passado e desta vez Servan-Scheiber não a conseguiu vencer. Motivou a escrita do seu último livro. “Se a doença me atinge apesar de pensar, comer, mexer-me, respirar e viver anticancro, então o que resta de Anticancro?, declarou. “É para responder a esta pergunta que escrevo hoje.”

Era uma questão que tínhamos evocado na entrevista do ano passado. Na altura, Servan-Schreiber tinha respondido simplesmente: “Eu não sou uma experiência científica. O que digo no meu livro não se baseia no sucesso ou no fracasso do meu caso pessoal – e ainda bem. Não possuo nenhum método garantido a 100 por cento, não sei o que me irá acontecer daqui a três meses ou três anos. Mas isso não altera a validade do que digo.”

Au revoir, David Servan-Schreiber."

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/morreu-david-servanschreiber-o-sr-anticancro_1504602

Linguini com courgete e grão-de-bico

Linguine With Zucchini and Chickpeas
Anna Williams
Serve 4 Tempo de preparação: 15m | Tempo total: 20m

Instruções

  1. Coza a massa de acordo com as instruções da embalagem. Guarde ½ chávena de água de cozer a massa, escorra a massa e volte a colocar na panela.
  2. Aqueça o azeite numa frigideira grande, em lume médio. Adicione as courgetes e o sal.
  3. Cozinhe as courgetes, mexendo frequentemente, até estarem macias, cerca de 4 a 5 minutos.
  4. Adicione o grão-de-bico, alho, piri-piri e cozinhe até a mistura aquecer bem, cerca de 2 a 3 minutos.
  5. Misture a massa com a água de cozedura, e metade do Parmesão ralado.
  6. Coloque a massa numa tigela grande, cubra com a mistura de vegetais e o resto do Parmesão.
Kate Merker,  Agosto 2009

Fonte e imagem:
http://www.realsimple.com/food-recipes/browse-all-recipes/linguini-zucchini-chickpeas-recipe-00000000017326/index.html

Perguntas e respostas: o que é preciso saber sobre a bactéria E. coli O104:H4

in Jornal Público, 31.05.2011
Por Ana Gerschenfeld
"Este tipo de bactéria Escherichia coli, conhecido como “bactéria dos hambúrgueres”, causa periodicamente intoxicações alimentares graves. Para evitar o perigo, basta respeitar sempre – e não apenas agora, quando a realidade no-lo lembra – algumas regras simples de higiene.
O que são as bactérias Escherichia coli? 
São bactérias na sua grande maioria inofensivas e importantes para a saúde. Fazem parte da flora intestinal normal dos mamíferos, incluindo os seres humanos.

E as E. coli enterohemorrágicas (EHEC) como a que tem provocado o surto de infecções alimentares na Alemanha?

São estirpes de E. coli que adquiriram a capacidade de fabricar uma toxina, a verocitotoxina ou shiga. A infecção do ser humano por uma bactéria deste tipo pode provocar gastroenterites agudas, com cólicas abdominais, diarreia com sangue, febre moderada e vómitos, requerendo uma hospitalização em 5 por cento dos casos. Nos doentes hospitalizados, pode evoluir para uma síndrome hemorrágica que se revela mortal em 3 a 5 por cento dos casos, chamada síndrome hemolítica-urémica ou SHU.

O que é a síndrome hemolítica-urémica (SHU)?

É a fase em que a infecção se espalha pelo organismo, causando estragos nos vasos sanguíneos – com especial afinidade pelos rins, onde os danos podem ser irreversíveis. A queda do número de plaquetas em circulação no sangue causa hemorragias.

Qual é a origem destas bactérias tóxicas?

A primeira estirpe foi identificada na carne picada nos anos 1980 nos EUA e designada por O157:H7. A bactéria responsável pelo actual surto de SHU na Alemanha é de uma estirpe muito próxima, O104:H4. Pensa-se que estas bactérias surgiram de uma combinação genética de E. coli normais com bactérias patogénicas (talvez shigella) devido à utilização de tecidos animais na alimentação industrial, nomeadamente bovina. Estas E. coli também costumam ser resistentes aos antibióticos, o que poderá ser devido ao tratamento dos animais com antibióticos.

Qual é o habitat natural destas bactérias patogénicas?

As estirpes patogénicas de E. coli vivem no intestino dos bovinos e suínos, animais a quem não causam doença.

Quais são as principais vias de transmissão para os seres humanos?

A infecção propaga-se sobretudo através da carne picada de vaca insuficientemente cozinhada, donde o nome de “bactéria dos hambúrgueres” por vezes dado a estas bactérias. No matadouro ou no talho, resíduos animais podem contaminar a carne e esta, ao ser picada, fica misturada com os produtos contaminados. Se não for bem cozinhada, a bactéria permanecerá viva no interior da carne. Algo que não acontece com os bifes, por exemplo, uma vez que a bactéria fica nesse caso à superfície da carne e é eliminada pelo calor da cozedura. Sem os devidos cuidados, as fezes das vacas contaminadas podem também fazer passar a bactéria para o leite, que é uma outra fonte de infecção humana quando consumido sem pasteurização.

E a contaminação via os legumes?

Não é a mais habitual, mas as hortaliças podem ser contaminadas por água de rega contaminada, por fertilizantes naturais ou por terem estado em contacto com fezes de animais contaminados em qualquer fase da sua produção, transporte, venda ou preparação.

Os sintomas da infecção são sempre agudos?

Conforme os casos, podem passar despercebidos ou dar origem à panóplia de sintomas já acima referida. Na maior parte dos casos, a situação resolve-se passados uns dias (com ou sem hospitalização).

A infecção é transmissível de uma pessoa para outra?

Se uma pessoa estiver infectada sem o saber (seja porque ainda não manifestou a doença, o que pode demorar vários dias, seja porque tem uma forma assintomática), ela é susceptível, em caso de insuficiente higiene das suas mãos ao sair da casa de banho, de contaminar os alimentos ao manuseá-los.

A infecção responde aos antibióticos?

Para além destas bactérias serem resistentes a muitos antibióticos, um tal tratamento até pode fazer piorar a situação, ao matar as bactérias da flora intestinal que poderiam ajudar a controlar a proliferação das bactérias patogénicas.

Quais são as precauções a ter em relação aos alimentos?

Estas bactérias morrem a temperaturas superiores aos 70.ºC ou inferiores aos –20.ºC. As hortaliças cozidas durante uns dez minutos não apresentam perigo e, em princípio, os ultra-congelados também não. Mesmo assim, é aconselhável cozer muito bem a carne picada. Os legumes e verduras que vão ser consumidos crus devem ficar de molho em água com 4 a 5 gotas por litro de lixívia, antes de serem muito bem passados por água."


Perguntas e respostas II: o que é preciso saber sobre a bactéria E. coli

in Jornal Público 03.06.2011, Por Ana Gerschenfeld

"O que se sabe actualmente sobre a bactéria responsável pelo surto?
Nos últimos dias, os genes da estirpe da bactéria Escherichia coli responsável pela doença foram descodificados por cientistas alemães e chineses. Os primeiros resultados mostram que a bactéria é inédita e resultou do cruzamento de duas estirpes de E. coli já conhecidas. Não se trata, portanto, de uma mutação espontânea numa estirpe, como se chegou a pensar, mas de uma troca de genes entre duas estirpes afastadas. Uma das estirpes “progenitoras” é a E. coli enterohemorrágica (EHEC) O104:H4 de que já se fala há uns dias. Mas 93 por cento do genoma deste novo híbrido é idêntico ao de uma outra categoria de E. coli, dita entero-agregante (EAEC). Esta segunda “progenitora” já fora detectada na República Centro-Africana e é conhecida por provocar diarreias graves. Ao contrário das EHEC, que infectam animais e humanos, as EAEC só foram detectadas em pessoas.

Segundo um especialista citado pela revista New Scientist, as EAEC são mais resistentes do que as outras E. coli, o que poderá explicar a virulência do novo microrganismo.

Para que serve conhecer o genoma da bactéria?
Primeiro, para desenvolver um teste que permita identificar rapidamente os casos de doença, o que já está em curso. Mais geralmente, para estudar em pormenor a virulência da bactéria — e, eventualmente, descobrir os seus pontos fracos e conseguir prevenir ou tratar a infecção.

Já se conhece o “culpado” pelo surto actual?
Não. Sabe-se que a infecção surgiu na Alemanha, uma vez que nos 13 países onde já se registaram casos a esmagadora maioria (todos menos dois) dos doentes tinham estado na Alemanha nas semanas anteriores. Mas o alimento em causa ainda não foi identificado e há quem diga que talvez nunca o venha a ser. Os especialistas ainda consideram como fonte mais provável do surto os pepinos, tomates e alfaces — legumes cujo consumo crus as autoridades sanitárias alemãs têm desaconselhado naquele país.
(texto destacado: informação corrigida dia 5 de Junho às 03h40)

Quais são as potenciais fontes alternativas de infecção que estão a ser consideradas?
As frutas e legumes em geral — e a sua eventual contaminação no campo, pelas águas de rega, esgotos, durante o transporte, o condicionamento, a preparação. Outros alimentos também estão sob suspeita, como a carne e o leite. E segundo o El Mundo, na Alemanha e em Espanha aponta-se o dedo, sem dar pormenores, à água engarrafada.

Por que é que os pepinos espanhóis foram ilibados?
Os pepinos espanhóis não continham a estirpe de E. coli em causa. Mesmo assim, continham bactérias E. coli, um mau sinal em termos de higiene alimentar seja qual for a estirpe presente, patogénica ou não, uma vez que indicia uma contaminação do alimento com fezes animais ou humanas. Isto poderá, aliás, obrigar a rever as normas de higiene da agricultura biológica, onde o estrume dos animais é utilizado como fertilizante.

A bactéria pode ser transmitida entre pessoas?
Pode. A incubação da doença demora vários dias. Por isso, uma pessoa pode ter sido infectada, mas não apresentar ainda sintomas graves e não suspeitar que está doente. E se ela preparar alimentos e não tiver o cuidado de lavar muito bem as mãos antes de os manusear, a bactéria pode infectar outras pessoas. Há quem receie que a particular virulência desta estirpe torne mais fácil a transmissão da doença entre pessoas em contacto chegado.

Segundo a OMS, há um caso de infecção na Dinamarca numa pessoa sem ligação aparente com a Alemanha e outro na Noruega onde o doente tinha recebido uma visita vinda da Alemanha.
(texto destacado: informação actualizada dia 5 de Junho às 03h40)

A infecção ameaça tornar-se global?
Não parece provável. Por um lado, o surto continua circunscrito à região onde surgiu. Por outro, mesmo que a bactéria seja transmissível em certas condições, trata-se de uma intoxicação alimentar e não de uma doença infecciosa como a gripe, por exemplo.O que fazer para prevenir?
Cozer as hortaliças e lavar muito bem as frutas e legumes que vão ser consumidos crus, colocando-os de molho em água com lixívia antes de os passar por água abundante. Descascar frutas e legumes se possível, lavando-os antes e depois. Cozinhar muito bem a carne picada. Não beber leite cru. Lavar sempre muito bem as mãos ao sair da casa de banho. Não reutilizar para preparar alimentos os mesmos utensílios utilizados para cortar carne crua sem os lavar primeiro."

Fontes:

Imagem:

Fettuccine Alfredo com pouca gordura

Low-Fat Fettuccine Alfredo

Serve 4| Tempo de preparação: 15min | Tempo total: 15min

Ingredientes

Instruçõess

  1. Coza a massa de acordo com as instruções da embalagem. Escoe e reserve, na panela.
  2. Coza os brócolos a vapor, reserve.
  3. Aqueça o leite e a manteiga numa panela grande, em lume baixo. Adicione a farinha, mexendo sempre. Cozinhe até o molho espessar, mexendo sempre, cerca de 2 a 4 minutos.
  4. Retire do lume e misture o Parmesão e uma pitada de sal. Volte a colocar a panela sobre o fogo médio, junte a massa e os brócolos e aqueça.
  5. Salpique cada prato com o Parmesão ralado restante.
By Maureen Callahan, R.D., and Kay Chun,  May 2004

Fonte e imagem:

Debate: Culinária e Gastronomia

Feira do Livro de Lisboa
13 de Maio, das 18h00 às 19h30 – Auditório APEL

"Num país onde a alimentação é parte tão fundamental da nossa cultura, discutiremos a forma como a gastronomia e a culinária chegam hoje ao público, como se tem vindo a renovar e a modificar.

Com a moderação de Nuno Seabra Lopes e a participação de autora Margarida Pereira-Müller, da especialista Paulina Mata, e da bloguer Laranjinha (Isabel Zibaia Rafael) do Cinco Quartos de Laranja."

Transportes
Metro: Marquês de Pombal
Autocarros: 1/74/702/706/709/713/720/727/738/746

Imagem:
http://assirioealvim.blogspot.com/2008/06/feira-do-livro-livros-do-dia_12.html